domingo, 26 de outubro de 2014

Conclusão e bibliografia (Edmar Gomes Rodrigues)

Considerações Finais

A conclusão de toda a discussão que aqui empreendemos é a de que o homem, a partir de seus níveis de realidade, é composto de um aspecto físico, governado por leis naturais e próprias, e um aspecto mental-consciente, cuja lei de ação é a própria liberdade. Tais dimensões não se excluem mutuamente. No entanto, é apenas pela transcendência que o homem é capaz de governar e agir sobre si mesmo e agir sobre o mundo. Essa capacidade inata de ação acaba quando todo o sistema entra em colapso com a morte. Assim, o espírito e o organismo, em vida, compõem-se de aspectos distintos movidos por ordens de ação diferentes; no entanto, são atributos de uma mesma realidade.

Do ponto de vista da imanência, a ideia central foi tratar os aspectos materiais do espírito que estão imbricados no processo de emergência da consciência a partir de suas bases físicas, tais como o cérebro, o sistema neural-fisiológico, os órgãos dos sentidos, enfim, todo aparato físico que, em seu conjunto, compõem o organismo vivo sem, contudo, excluir o espírito enquanto qualidade transcendente. Do mesmo modo, do ponto de vista da transcendência, a iniciativa foi a de averiguar os aspectos qualitativos do espírito relacionados à ação moral, a capacidade de sentir, pensar, perceber e agir, em consonância com os aspectos físicos, sem, contudo, que a consciência fosse reduzida ao físico, e nem considerada uma substância imaterial e independente.

Com isso, primeiro investigamos exclusivamente os limites do conhecimento impostos pela ciência no que concerne à análise e evidência do espírito segundo uma ordem transcendente. Nesse sentido, aludimos que a investigação científico-positiva foi criada exclusivamente como instrumento metodológico de afirmação dos fenômenos da ordem imanente cuja natureza poderia ser confirmada por critérios próprios de experimentação e entendidos enquanto verdade. Nesse sentido, nosso enfoque não apresenta o processo científico como um método que nega a ordem transcendente, mas, de preferência, como incapaz de afirmá-la por falta de instrumentos fenomênico-naturais suficientes para determina-la segundo os parâmetros de objetividade e experimentação científicos.

Desse modo, nos concentramos no desenvolvimento histórico-filosófico de construção da ideia do fenomenismo, desde suas bases teóricas em Locke e Hume na ciência moderna, atingindo sua compreensão mais completa em Kant, para quem todo conhecimento de fato estava restrito à concepção de fenômeno. Nesse sentido, só era possível pensar os objetos no mundo e o próprio sujeito enquanto substância, isto é, enquanto fenômeno. Fora da substância ou do fenômeno, um conhecimento que transcendesse os limites da intuição sensível e, consequentemente, do entendimento era praticamente impossível de ser conhecido pela razão, de um ponto de vista puramente teórico.

Assim, a “coisa em si”, não sendo passível de ser pensada enquanto experiência sensível, só poderia ser conhecida de forma prática, isto é, pelo exercício de uma vontade racional e livre sobre si mesmo. No entanto, o exercício prático da ação livre só se torna eficaz quando a ação se torna um fundamento universal e prático da razão, ou seja, uma lei moral que garante a liberdade e, ao mesmo tempo, a ordem pública em plena conformidade com a ação do espírito.

Nesse sentido, analisamos como a concepção do fenomenismo foi propícia para o surgimento do método positivo de investigação da realidade enquanto fenômeno. Como o espírito não é concebido nesse âmbito de investigação positiva por seus aspectos qualitativos subjetivistas, ele é definitivamente relegado pelo cientificismo-positivista pela própria inépcia em ser examinado pelos critérios da objetividade empírica. Assim, pela facilidade de se investigar a ordem material sob o escrutínio rígido do método de investigação positivo, a ordem transcendente foi completamente relegada enquanto conhecimento válido e verdadeiro a tal ponto que, no Século XX, ficou profundamente marcado por uma crise das ciências por todo mundo.

Por isso, em um segundo plano, nossa ideia foi tratar exclusivamente dos aspectos físicos da ordem imanente que tornam propícia a emergência e o desenvolvimento da ação do espírito. Para tanto, apresentamos aspectos intrínsecos da vida orgânica sem os quais seria impossível uma real vivência subjetiva no organismo vivo. Sendo o corpo a base física do espírito, todo processo elétrico-energético que proporciona a vida espiritual se dá por meio do cérebro propriamente e do sistema neural-fisiológico.

Verificamos, desse modo, que o pensamento é uma atividade elétrica que envolve processos neuroanatômicos entre a mente e o corpo. Entretanto, o conhecimento de si como agente moral só é possível tendo em vista a qualidade dos aspectos neuroanatômicos relacionados ao cérebro e à mente. Sem o aspecto físico-elétrico do cérebro, uma vida mental jamais seria possível. E na ausência de processos mentais, a consciência ou o espirito também não seria possível.

Desse modo, por ser evidente uma leitura do espírito a partir de seus aspectos físico,s foi interessante o resgate de algumas teorias fisicalistas como o eliminativismo, a teoria da identidade de tipo e o próprio neurocientificismo damasiano como forma de evidenciar o espírito puramente por seus aspectos elétricos e orgânicos. Algumas dessas teorias, como o fisicalismo eliminativo, tratam da eliminação completa de todo vocabulário psicologista do senso comum, proporcionando a criação de um novo arcabouço neurocientificista que represente o espírito do ponto de vista cerebral e no contexto de uma nova neurociência afetiva e qualitativa do cérebro.

Além disso, abordamos também que de um ponto de vista holístico do conhecimento de si, o espírito se constrói a partir de sensações mecânicas de reações naturais que começam em níveis emocionais, isto é, o estágio físico das sensações, culminando nos sentimentos, o estágio mental das sensações. A sensibilidade como a “base física do espírito” (BRITO, 2006) é o recurso inato da vida que possibilita ao espírito a capacidade de sentir e perceber a si mesmo e o mundo ao redor.

Sem esse recurso da natureza, a sensibilidade, seria certamente impossível ao indivíduo um verdadeiro conhecimento de si. Além do mais, pela sensibilidade, o cérebro proporciona que vivências armazenadas na memória sejam atualizadas através de imagens construídas no cérebro que se fundem a todo momento com memórias vividas. Em outras palavras, só imagens podem transformar imagens no cérebro e na mente. Tudo isso proporciona a ideia do organismo se adaptando e se desenvolvendo por processos contínuos de fusões de imagens.

Desse modo, ainda que a consciência possa ser definida como o aspecto da mente capaz de conhecer a si mesma e o mundo pelo corpo, nossa conclusão é a de que ela não se reduz ao cérebro, por seus aspectos qualitativos e intrínsecos distintos da ordem física. Assim, por seus aspectos específicos, Damásio afirma a consciência como uma característica exclusiva de organismos com cérebro e sistema neural desenvolvido. Por outro lado, pela complexidade em reduzi-la a organismo com cérebro e sistema neural desenvolvidos, Tononi ousa afirma-la como um bloco fundamental do universo tal como a matéria, o espaço, a energia etc.

Essa aparente contradição no modo de conceituar a consciência e localiza-la na ordem natural do cérebro e, ao mesmo tempo, como um bloco fundamental no universo, revelou dois aspectos fundamentais da realidade da consciência (i) que o problema da consciência ainda não está completamente solucionado tanto no contexto da ciência como no da filosofia e (ii) que ela não pode ser reduzida completamente à matéria, por apresentar características que transcendem a ordem material como a capacidade de deliberar de forma livre e determinar a si mesma segundo uma causalidade final.

Assim, pela capacidade de ação livre fundada em causas finais e não mecânicas, esta ordem transcendente do organismo pode ser abstraída do corpo apenas enquanto ordem de causalidades — e.g. a liberdade, a capacidade de determinar o próprio fim —, sem estar, contudo, excluída do corpo em absoluto. Segundo uma ordem transcendente, o espírito, com capacidade de ação livre e moral, apresenta um aspecto ontológico que o diferencia de qualquer ordem de causalidade natural no mundo. Por conseguinte, por essa característica fundamental presente no organismo humano, por essa capacidade de dar uma resposta a si mesmo e aos outros fundada na liberdade e na capacidade de planejar a própria ação, o homem se torna um agente responsável e consciente de si, isto é, um sujeito moral.

São os aspectos ontológicos do sujeito moral e responsável que fazem com que a espécie humana divirja de qualquer espécie no mundo. A capacidade de criar leis para si mesmo, fundadas no bem comum e no dever para consigo mesmo e para com o outro, foi um diferencial da espécie no mundo. Essa capacidade do respeito mútuo pela instituição de um imperativo categórico sobre si mesmo e o mundo tornou o homem livre no âmbito de sua relação como o outro. No entanto, não é o uso que se faz da vontade livre que torna o homem dono de si, mas é pela ação e pelo uso da razão que o homem se torna livre em si enquanto presença no mundo.

Assim, é pela ação prática da liberdade no âmbito privado e público que o homem se torna criador da história que ele mesmo tece. As manifestações do espírito pela arte, política, religião, pela linguagem ou pela reflexão sobre si mesmo e o mundo são expressões do espírito no tempo limitadas a um certo espaço, resultando, em seu conjunto, na história humana e seus feitos. Todavia, seu em seu caráter, a cultura é a antítese da natureza e contraria a ordem mecânica-natural do mundo.

Enfim, o foco principal desta tese foi a investigação do espírito em sua totalidade, isto é, em seus aspectos imanentes e transcendentes, quantitativos e qualitativos, sem que se verifique ou afirme qualquer exclusão real de alguma dessas ordens causais enquanto realidades ou substâncias distintas presentes no mundo e na existência do homem. No entanto, o destaque à ordem transcendente sobre a imanente teve como prerrogativa apenas justificar as ações morais e livres na espécie humana e na cultura, sobre a ordem natural do mundo, como se diz “por onde se vê que a condição da liberdade, e portanto o princípio da moral, é a subordinação de nossas inclinações, de nossos desejos, paixões e instintos; em uma palavra, a subordinação de nossas necessidades orgânicas, ou mais precisamente, do elemento natural da vida ao elemento racional da consciência” (BRITO, 2005, p. 33).

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